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Eleições 2024 em Maringá

Silvio segue favorito, mas ainda não fecha a conta no primeiro turno.


Política costuma ter pouca unanimidade, mas Maringá está contrariando a regra. Praticamente todos os analistas apontam como primeira variável a possibilidade do candidato favorito, Silvio Barros, fechar a conta no primeiro turno. É possível, mas a estatística joga contra pela possibilidade de mais de meia dúzia de candidaturas, com pelo menos cinco nomes que devem superar a primeira barreira dos cinco por cento.



Dentro deste quadro, teremos duas disputas intensas e distintas; o Silvio tentando virar a marca de 40%, número mínimo para fechar e os demais tentando atingir no mínimo 15%, patamar mínimo para a disputa da segunda vaga.


A filiação, de última hora do vice Scabora no PSD, abandonando o MDB, foi positiva para o grupo da situação porque limitou a possibilidade do governador Ratinho não ajudar ou cacifar outra candidatura. Humberto Henrique, a quem considero o melhor vereador que Maringá, tem um piso elevado pela militância petista, garantindo talvez dez por cento iniciais, e apto para a luta pela segunda vaga. Mas esta disputa não se limita a estes dois nomes.


Delegado Jacovós, Deputado Do Carmo, Homero Marchese, Wilson Quinteiro, na primeira prateleira, pelo histórico eleitoral, além dos demais nomes, dentre os quais destaco o bem-organizado Evandro do PSDB, que montou um belo time, e a combativa vereadora Ana Lucia que tem legenda, coragem e discurso para a disputa. Em conjunto, estes nomes formam um escalão intermediário e ainda incerto. As composições poderão transferir algum destes nomes para vice dos três supramencionados ou ainda se juntarem para um alinhamento mais efetivo com a primeira lista.


Somente após estas definições, as projeções eleitorais farão sentido. A escolha do vice precisa agregar valor à chapa e quem o fizer com mais competência sobe um degrau na disputa.


Outra questão relevante é a organização da estratégia de campanha, bem definida apenas para a primeira lista. Scabora, candidato da situação, defende a continuidade, soma seus méritos e carregará a natural rejeição da administração atual. Silvio aponta seu legado como aval para a nova candidatura e Humberto tem o suporte do governo federal e algumas bem-sucedidas experiências petistas nas administrações municipais. Cabe aos demais, muito mais que oferecerem seus nomes, criarem razões fortes o suficiente para motivarem o voto.


Por sua vez, Ricardo Barros, rei da articulação, terá seu talento testado mais uma vez; uma boa escolha do vice pode tirar alguns dígitos da soma dos concorrentes e aproximar ainda mais seu irmão do índice desejado.


Está só começando, vai ser intensa, vai extrapolar os bastidores porque tem muita mais gente bem-informada e em condições de fomentar o debate. São muitas e novas variáveis que vão interferir e, por isso, qualquer aposta é temerária.


Todavia, um fator parece definitivo; a lista de candidatos ao legislativo em 2026 vai aumentar bastante no pós eleições.

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